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Quanto Custa uma Fachada de Vidro? Preço por m² 2026
Fachada de edificio comercial revestida em vidro; o preco por metro quadrado varia com o tipo de vidro e a estrutura

Quanto Custa uma Fachada de Vidro? Preço por m² 2026

Uma fachada de vidro instalada no Rio de Janeiro custa, em média, entre R$ 400 e R$ 2.500 por m² em 2026. O valor depende do sistema construtivo, do tipo de vidro e da altura do prédio. Esse intervalo amplo existe porque "fachada de vidro" é um termo genérico. Ele abrange desde o envidraçamento de uma sacada residencial com vidro temperado até uma pele de vidro (curtain wall) em um edifício corporativo de vinte andares, com vidros insulados e estrutura de alumínio anodizado.

Se você está orçando um projeto agora, o número que importa é o da sua obra. Ele só sai de uma vistoria técnica. Mas entender as faixas indicativas e o que move o preço para cima ou para baixo já ajuda. Você fica num patamar melhor para comparar propostas e tomar uma decisão fundamentada.

Quanto custa uma fachada de vidro por m² em 2026?

As tabelas abaixo trazem faixas indicativas para 2026, baseadas na prática do mercado carioca. São estimativas de custo instalado (material + mão de obra + mobilização), sem considerar projetos executivos ou ART, que são cobrados à parte.

Cada sistema construtivo tem uma lógica própria de custo. O vidro temperado simples para fechamentos pontuais fica na faixa mais baixa. Já a pele de vidro com vidro insulado exige projeto de engenharia e equipe especializada, e ocupa a faixa mais alta. Conhecer essa escala evita comparar propostas que não estão falando do mesmo produto.

Os valores a seguir servem para orientar a conversa com o projetista — não para substituir o orçamento. Metragem exata, condição do substrato e acesso ao prédio mudam o número final.

Faixa de preço da pele de vidro (glazing) por m²

A pele de vidro, também chamada de fachada-cortina ou curtain wall, é o sistema mais sofisticado e, por isso, o mais caro. O vidro cobre 100% da fachada. Ele é fixado sobre grelha de alumínio (sistema stick), painéis pré-montados (unitizado) ou colado à estrutura com silicone estrutural (structural glazing).

SistemaFaixa indicativa (m²)Observação
Stick / grid (alumínio + vidro temperado)R$ 800 – R$ 1.400Mais usado em edifícios comerciais de médio porte
Structural glazingR$ 1.200 – R$ 2.000Silicone estrutural visível zero; exige ART de engenheiro
Unitizado (painéis de fábrica)R$ 1.500 – R$ 2.500Para grandes obras; menor prazo de montagem no campo
Pele de vidro com vidro insulado (duplo/triplo)R$ 1.800 – R$ 2.500+Conforto térmico e acústico máximos; projetos premium

Valores indicativos para 2026. Sujeitos a variação por metragem, altura, especificações de projeto e mercado.

O sistema stick é o ponto de entrada da pele de vidro: perfis de alumínio montados no campo. Eles se adaptam a fachadas de geometria irregular a um custo menor de fabricação. O structural glazing exige cura controlada do silicone e ensaios de arrancamento — o acabamento limpo tem um custo de processo por trás. O unitizado é o mais rápido na montagem in loco, mas o custo de fábrica é maior. Compensa em obras de grande porte, onde o prazo reduzido representa economia de mobilização.

Preço do vidro temperado e laminado por m²

Para fechamentos, janelas de piso a teto, varandas e fachadas sem estrutura de curtain wall, o vidro temperado e o laminado são os mais comuns. O custo varia principalmente pela espessura e pelo tratamento.

Tipo de vidroEspessura comumFaixa de preço instalado (m²)
Temperado incolor6 a 10 mmR$ 400 – R$ 750
Temperado fumê ou refletivo6 a 10 mmR$ 550 – R$ 900
Laminado (PVB) incolor6+6 a 8+8 mmR$ 600 – R$ 950
Laminado com controle solar6+6 a 10+10 mmR$ 750 – R$ 1.200
Insulado (duplo, câmara de ar)6/12/6 mmR$ 900 – R$ 1.400

Faixas para 2026, região RJ. A espessura mínima é ditada pela NBR 7199 conforme a área do vão e a exposição ao vento.

A diferença entre temperado e laminado não é só de preço. O vidro laminado, ao quebrar, mantém os fragmentos presos pela película de PVB — isso é exigido pela norma em aplicações com risco de queda de altura. Já o insulado combina duas lâminas com câmara de ar. Ele entrega o melhor desempenho térmico e acústico, mas também é o mais sensível à qualidade de instalação das gaxetas e selantes nas bordas.

Preço da fachada em ACM por m²

O ACM (Aluminium Composite Material) não é vidro. Mas costuma aparecer nos mesmos projetos de fachada, como opção mais econômica para revestir painéis opacos. A faixa instalada fica entre R$ 350 e R$ 700/m², conforme a espessura do núcleo e o acabamento (pintura PVDF Kynar ou poliéster).

Os dois sistemas — vidro e ACM — são frequentemente combinados na mesma fachada: ACM nos fechos e elementos opacos, vidro nos vãos de janela. Essa composição reduz a área de vidro total sem perder a estética contemporânea. Também mantém o custo dentro de uma faixa mais acessível que a pele de vidro pura.

Para aprofundamento nas especificações e faixas detalhadas por espessura de núcleo, veja o guia de preço do m² de fachada em ACM.

Comparativo de custo por sistema (residencial x comercial)

A mesma fachada envidraçada pode custar quatro vezes mais dependendo do sistema e da escala. A tabela abaixo cruza aplicação típica com faixa de custo total para facilitar a comparação no momento do escopo.

AplicaçãoSistema típicoFaixa de custo total (m²)
Varanda / sacada residencialCortina de vidro / caixilho temperadoR$ 400 – R$ 750
Fachada comercial (loja, pequeno escritório)Caixilho de alumínio + vidro temperadoR$ 550 – R$ 1.000
Fachada de edifício corporativo (baixo gabarito)Pele de vidro stickR$ 800 – R$ 1.400
Edifício corporativo alto padrão / arranha-céuStructural glazing ou unitizadoR$ 1.500 – R$ 2.500+
Retrofit de fachada existenteVaria com o estado da estruturaConsultar — ver custo de reforma de fachada predial

O retrofit merece atenção especial. A condição da estrutura existente pode exigir reforços que não aparecem no orçamento inicial de vidro. Por isso, projetos de substituição de fachada precisam de vistoria prévia antes de qualquer proposta de custo.

O que influencia o preço de uma fachada de vidro?

Detalhe de fachada de vidro com estrutura de aluminio, um dos fatores que influenciam o preco por metro quadrado
O tipo de vidro, a estrutura de suporte e a altura do predio definem o preco por metro quadrado da fachada. Foto: Christian Ladewig / Unsplash

O custo por m² raramente é o número mais importante. O que importa é o custo total da obra. Ele depende de um conjunto de variáveis que se multiplicam, não se somam. Uma fachada com vidro caro num prédio baixo pode sair mais barata do que uma com vidro simples. Isso acontece quando o edifício exige balancim e equipe de alpinismo industrial.

As variáveis que mais movem o preço são: o tipo e espessura do vidro, o sistema construtivo escolhido (stick, unitizado ou structural glazing), o perfil de alumínio e o tratamento superficial. Cada uma dessas decisões é interdependente. Trocar o sistema sem rever o vidro, ou escolher o vidro sem considerar o acesso ao prédio, costuma gerar surpresas no orçamento.

Nas seções abaixo detalhamos cada fator e a ordem de grandeza do impacto no custo final.

Tipo e desempenho do vidro (temperado, laminado, controle solar, acústico)

O vidro responde por 30% a 50% do custo total de uma pele de vidro. Vidro temperado comum (incolor, 8 mm) é a base. Cada atributo adicional move o preço para cima de forma previsível. O controle solar (refletivo ou low-e) eleva o m² do vidro em 20% a 40%. Em troca, reduz o ganho térmico, o que pode compensar no custo de ar-condicionado ao longo dos anos.

Vidro acústico (laminado com PVB espesso) custa 25% a 50% acima do temperado equivalente. É indicado para fachadas em corredores de tráfego intenso. O insulado duplo (IGU), com câmara de ar entre duas lâminas, entrega o melhor desempenho térmico. Mas é o mais sensível à qualidade da instalação das bordas e selantes.

A NBR 7199 define a espessura mínima por área de vidro e velocidade de vento. Não é uma sugestão. É um requisito de projeto que o engenheiro responsável precisa respeitar. Qualquer proposta que ignore esse parâmetro está incompleta.

Espessura do vidro (6, 8, 10, 12 mm) e a NBR 7199

A espessura sobe o custo do vidro de forma proporcional, mas também amplia o que o vão pode comportar. Um painel de 10 mm custa cerca de 25% mais que o de 6 mm e pesa quase o dobro por m² (25 kg/m² contra 15 kg/m²). Isso afeta a estrutura de suporte e o dimensionamento dos perfis de alumínio.

A NBR 7199 estabelece a espessura mínima com base na área do vão, no tipo de fixação e na pressão de vento calculada para o local. Edifícios em zonas de maior exposição ao vento — como fachadas voltadas para o mar na Baixada Fluminense — costumam exigir espessuras acima do mínimo de conforto.

Projetos que trocam espessura por desempenho sem revisão do cálculo estrutural costumam gerar surpresas de custo na metade da obra. Isso acontece quando a necessidade de reforços emerge. O caminho correto é definir espessura e sistema juntos, no projeto executivo, antes de solicitar propostas.

Sistema de fachada: stick, unitizado e structural glazing

O sistema define o método construtivo e, consequentemente, o perfil de mão de obra e os requisitos normativos envolvidos. O sistema stick (grid) usa perfis de alumínio montados no campo, vão a vão. É mais flexível para formas irregulares e tem menor custo de fabricação, mas é intensivo em mão de obra no canteiro.

O unitizado sai da fábrica em painéis completos, içados e travados em trilhos na fachada. O custo de fornecimento é maior, mas a montagem é mais rápida e o risco de falha de vedação em campo é menor. Isso reduz o custo de retrabalho em grandes obras. O structural glazing fixa o vidro com silicone estrutural, sem perfis aparentes. O acabamento limpo exige cura controlada, ensaios de arrancamento e ART de engenheiro especializado.

Cada sistema tem implicações de custo, prazo e requisito normativo que precisam estar resolvidos no projeto antes de se discutir o preço do vidro. A escolha do sistema é a primeira decisão técnica, não a última.

Estrutura de suporte (alumínio x aço/inox) e perfis

A grelha que sustenta o vidro responde por 20% a 35% do custo total da pele de vidro. Perfis de alumínio extrudado são o padrão para curtain wall. São mais leves que o aço, não precisam de pintura anticorrosiva e têm boa resistência à maresia quando anodizados.

Suportes de aço inox aparecem em coberturas ou quando o projeto pede vãos maiores sem montante intermediário. A maior rigidez do aço permite spans que o alumínio não alcança sem reforço. No Rio de Janeiro, o alumínio anodizado (que não mancha com maresia) é preferível ao pintado eletrostaticamente para fachadas em zonas costeiras. Isso vale mesmo com custo de perfil 15% a 25% maior.

Essa diferença de custo de perfil se recupera em manutenção. O alumínio anodizado não descasca nem exige repintura nos primeiros dez anos. Já a pintura eletrostática pode exigir retoque em cinco a sete anos de exposição à maresia da Baixada Fluminense.

Tratamentos e acabamentos (fumê, refletivo, serigrafia, low-e)

O acabamento muda o preço e o comportamento óptico e térmico do vidro. Incolor é a base mais econômica, com máxima transparência. Fumê, bronze e verde são cores incorporadas no vidro float base e elevam o custo em 10% a 20%. Refletivo (coating metálico externo) entrega o aspecto espelhado que muitas fachadas corporativas usam. Para aprofundar, veja o guia de preço do vidro espelhado por m².

Low-e (baixa emissividade) é um coating microscopicamente fino que reflete calor infravermelho sem comprometer muito a transparência. É padrão em projetos de certificação LEED e em fachadas com alta exposição solar. A serigrafia (pontilhado ou padrão gráfico) adiciona proteção solar decorativa. O preço varia com a cobertura percentual da tela impressa.

Cada tratamento precisa ser especificado no projeto e na proposta comercial com fabricante e norma de referência. Propostas que descrevem o vidro apenas como "refletivo" ou "fumê" sem espessura e fabricante são difíceis de comparar. Também são mais difíceis de cobrar em caso de divergência após a instalação.

Altura do prédio, acesso e logística (trabalho em altura, NR-35)

Acima de quatro pavimentos, o custo de mobilização escala rapidamente. Andaime tubular é mais barato por hora, mas lento para montar e desmontar em prédios altos. Balancim motorizado ou gôndola é o padrão em edifícios de médio e grande porte. Alpinismo industrial com acesso por cordas é indicado quando o edifício não tem pontos de ancoragem para gôndola. A equipe é certificada IRATA e atua conforme a NR-35.

Um prédio de dois andares pode ter o vidro trocado com andaime simples. Um de vinte andares exige projeto de ancoragem, APR (Análise Preliminar de Risco), EPI adequado e cronograma ajustado para a janela de vento. Nossa equipe é certificada conforme a NR-35 e atua em toda a escala de altura.

Esse custo logístico pode representar 20% a 30% do total da obra em edifícios altos. Ignorá-lo na comparação de propostas é um dos erros mais comuns. Uma proposta com vidro barato e acesso subdimensionado costuma gerar aditivos que encarecem o projeto final.

Variação regional e prazo: o custo no Rio de Janeiro

No Rio, dois fatores específicos pressionam o orçamento de fachadas de vidro: a maresia e a logística urbana. A maresia da Baixada Fluminense e da Zona Sul demanda selantes, gaxetas EPDM e perfis com tratamento anticorrosivo de maior espessura. Cidades sem exposição costeira não têm essa exigência.

O trânsito e a regulamentação de vias em Duque de Caxias e Mesquita influem no custo de mobilização de equipamentos pesados. Guindastes e plataformas elevatórias precisam de ART de transporte e agendamento com a prefeitura em alguns corredores. Esse custo raramente aparece no primeiro orçamento.

O prazo médio para execução de uma pele de vidro de 500 m² na região fica entre 45 e 90 dias, dependendo do sistema e do acesso. Projetos que pedem prazos menores costumam ter custo de mobilização maior, já que exigem mais frentes de trabalho simultâneas.

Fachada de vidro x outros revestimentos: comparativo de custo

Antes de fechar o escopo, muitos clientes querem saber como o vidro se compara com outras opções de fachada. A tabela abaixo cruza custo instalado, frequência de manutenção e durabilidade estimada para os sistemas mais usados no mercado carioca.

RevestimentoFaixa instalado (m²)ManutençãoDurabilidade estimada
Pele de vidro (curtain wall)R$ 800 – R$ 2.500Limpeza periódica20+ anos com manutenção
Vidro temperado / caixilhoR$ 400 – R$ 1.000Baixa15–20 anos
ACM (alumínio composto)R$ 350 – R$ 700Muito baixa15–20 anos
Pintura elastoméricaR$ 80 – R$ 200Repintura a cada 5–7 anos5–10 anos por ciclo
Alvenaria revestida (cerâmica/porcelanato)R$ 250 – R$ 600Inspeção periódica20+ anos

A fachada de vidro tem o maior custo inicial. Mas é o único sistema que entrega transparência, integração visual e controle solar num mesmo produto. Para edifícios comerciais com fachadas voltadas para o sol, o ganho em conforto e redução de carga térmica pode compensar o investimento em poucos anos.

Para um comparativo mais completo voltado a prédios existentes em processo de retrofit, veja o guia de custo de uma reforma de fachada predial.

Fachada de vidro vale a pena? Custo-benefício e valorização

Do ponto de vista financeiro, a resposta depende do uso do imóvel. Em edifícios corporativos e de uso misto, a pele de vidro é praticamente padrão de mercado em projetos acima de certo gabarito. A ausência dela pode depreciar o ativo, comparado a imóveis vizinhos com acabamento equivalente.

Para imóveis residenciais, o envidraçamento de varandas e fachadas aumenta a percepção de valor e melhora a luminosidade dos ambientes. Ele aparece com frequência em laudos de avaliação como diferencial de acabamento. Vidro com controle solar (coeficiente de sombreamento SC de 0,35) pode reduzir o ganho de calor em até 60% comparado ao vidro incolor simples. Isso tem impacto direto na carga de ar-condicionado. Em áreas próximas a vias de tráfego intenso como a Rodovia Presidente Dutra, o vidro insulado faz diferença perceptível no isolamento acústico.

A decisão de investir em pele de vidro raramente é só de custo imediato. O vidro não tem rejunte que acumula limo nem peças que se soltam por dilatação térmica. A manutenção é menor que a de alvenaria revestida com cerâmica. Isso também é um posicionamento do imóvel no mercado, que se reflete no valor de locação e venda.

Como economizar na fachada de vidro sem abrir mão da segurança

Reduzir o custo de uma fachada de vidro sem comprometer a segurança estrutural e a estanqueidade é possível. Mas exige decisões técnicas conscientes, não apenas pechincha de material. Os ganhos reais vêm do projeto — modulação, sistema construtivo e especificação de vidro — não da negociação de última hora com o fornecedor.

As três alavancas mais eficientes são: padronizar as medidas dos painéis para minimizar desperdício de corte, escolher o sistema construtivo adequado à escala da obra e pedir orçamentos com especificação completa para comparar o que realmente é comparável.

Nas subseções abaixo detalhamos cada uma dessas alavancas com critérios objetivos.

Padronização de medidas e otimização de corte

Vidros são cortados de chapas padrão. Vãos com medidas irregulares geram maior índice de desperdício de corte, o que eleva o custo do material. Padronizar a modulação da fachada (por exemplo, painéis de 1.200 x 2.400 mm) reduz a perda de corte e simplifica a instalação.

Esse ajuste no projeto executivo pode representar 10% a 15% de economia no item vidro — sem alterar o sistema construtivo nem a especificação do material. É uma decisão de projeto, não de produto, e precisa ser tomada antes da emissão dos desenhos executivos.

Em fachadas com geometria irregular, onde a padronização total não é viável, o projeto de corte otimizado pelo fabricante de vidro (cut plan) ainda ajuda. Ele reduz o desperdício em relação ao corte sem planejamento. Solicitar o cut plan do fornecedor é uma boa prática que poucos contratantes pedem.

Alternativas mais econômicas: glazing stick x structural glazing

O sistema stick é consistentemente mais barato que o structural glazing para obras de pequeno e médio porte. Os perfis de alumínio são montados no campo com fixações mecânicas convencionais. Não há silicone estrutural curado em câmara controlada nem ensaios de arrancamento.

Para edifícios até dez andares com projeto convencional, o stick bem executado entrega o mesmo desempenho de estanqueidade. O custo fica 20% a 30% menor que o structural glazing. A diferença de acabamento — perfis aparentes no stick versus face limpa no structural — é estética, não estrutural.

A decisão entre os dois sistemas deve ser do projetista, considerando o gabarito do prédio, a geometria da fachada e as exigências do cliente. Escolher o sistema mais barato sem projeto é o caminho mais curto para retrabalho caro.

Checklist: o que pedir num orçamento de fachada de vidro

Antes de aprovar qualquer proposta, confirme que o orçamento detalha cada um dos itens abaixo. Proposta sem essa informação não permite comparação real entre fornecedores.

  • [ ] Especificação completa do vidro (tipo, espessura, fabricante, norma)
  • [ ] Sistema construtivo (stick, unitizado ou structural glazing) e descrição dos perfis
  • [ ] Responsável técnico e número de ART/RRT
  • [ ] Método e custo de acesso (andaime, balancim, alpinismo)
  • [ ] Critérios de vedação e estanqueidade (gaxetas, silicone, drenagem)
  • [ ] Cronograma de execução por fase
  • [ ] Garantia de estanqueidade e assistência pós-obra

Proposta sem ART não é proposta técnica — é só um preço. A ART vincula o profissional à conformidade com as normas (NBR 7199, NBR 15575) e protege o contratante juridicamente. Se o fornecedor não inclui ART na proposta, pergunte o motivo antes de comparar valores.

Quanto custa fechar uma varanda ou sacada com vidro?

O fechamento de varanda ou sacada é a aplicação de vidro em fachada mais comum no mercado residencial. O custo vai de R$ 400 a R$ 750/m² instalado para cortinas de vidro sem perfil aparente (sistema sem caixilho, vidro temperado 8 mm com trilho de alumínio em topo e base). Para caixilhos de alumínio com vidro temperado ou laminado, o valor sobe para R$ 600 a R$ 1.100/m².

A metragem média de uma sacada de apartamento no RJ fica entre 3 e 8 m². O custo total de fechamento completo, incluindo instalação e perfis, costuma ficar entre R$ 1.500 e R$ 6.000. O valor varia conforme o sistema escolhido e a complexidade do vão.

Em condomínios, é necessário verificar o regulamento interno e as exigências de padronização de fachada antes de escolher o sistema. Alguns projetos arquitetônicos definem o tipo de vidro e o acabamento dos caixilhos para manter a uniformidade visual do edifício. Isso pode restringir as opções e afetar o custo.

Perguntas frequentes sobre o preço da fachada de vidro

Qual o valor do m² da pele de vidro?

A pele de vidro (curtain wall ou fachada-cortina) custa entre R$ 800 e R$ 2.500/m² instalada em 2026. O valor depende do sistema (stick, unitizado ou structural glazing), do tipo de vidro e da altura do prédio. Esse valor inclui estrutura de alumínio, vidro, vedação e mão de obra. Não inclui projeto executivo nem ART, que são itens separados.

Qual a diferença entre fachada glazing e pele de vidro?

Na prática do mercado brasileiro, os dois termos descrevem o mesmo conceito. É uma envoltória contínua de vidro que reveste toda a fachada sem alvenaria aparente. "Glazing" é o termo técnico em inglês. "Structural glazing" é o subconjunto em que o vidro é colado com silicone estrutural, sem perfis aparentes. "Pele de vidro" ou "fachada-cortina" (curtain wall) é o nome em português para o sistema completo, independentemente do método de fixação.

O que substitui a pele de vidro? Existe alternativa mais barata?

Para quem quer o visual de fachada envidraçada com custo mais baixo, a alternativa mais comum é o caixilho de alumínio com vidro temperado (que exige estrutura de alvenaria atrás). Outra opção é o ACM para os painéis opacos. O ACM cobre as áreas entre janelas com custo 50% a 70% menor que o vidro e entrega acabamento moderno e durável. Os dois sistemas podem ser combinados, reduzindo a área de vidro total sem perder a estética contemporânea. Veja mais no guia de preço do vidro por tipo (temperado, laminado, float).

Quanto custa fechar a varanda ou sacada com vidro?

O fechamento de varanda custa entre R$ 400 e R$ 750/m² para cortinas de vidro sem caixilho. Para caixilhos de alumínio com vidro temperado ou laminado, o valor fica entre R$ 600 e R$ 1.100/m². Uma sacada de 3 a 8 m² — metragem típica de apartamentos no RJ — fica entre R$ 1.500 e R$ 6.000 no total. Esse valor considera instalação e perfis.

Fachada de vidro precisa de manutenção? Qual o custo?

Sim. A manutenção envolve limpeza periódica (a cada 6 a 12 meses, conforme a exposição à poluição e à maresia). Inclui também inspeção dos selantes de silicone e gaxetas EPDM (a cada 12 meses) e revisão das fixações estruturais (a cada 2 a 3 anos). O custo de manutenção é menor que o de uma fachada cerâmica com peças soltas. Mas exige regularidade para preservar a estanqueidade e a segurança das fixações.

Quanto custa a limpeza de uma fachada de vidro no Rio de Janeiro?

O custo de limpeza de fachada predial no RJ varia com a altura, o método de acesso (balancim, gôndola, alpinismo industrial) e a frequência. Edifícios entre 4 e 10 andares têm custo médio entre R$ 15 e R$ 35/m² por campanha de limpeza. Realizamos limpeza de fachada predial no RJ com equipe certificada NR-35 e relatório fotográfico antes e depois.

Qual a diferença de preço entre vidro comum e vidro temperado?

O vidro comum (float) não é usado em fachadas. A NBR 7199 exige vidro temperado ou laminado em qualquer aplicação com risco de impacto humano. O temperado custa entre 3 e 5 vezes mais que o float equivalente. Mas é o único aprovado para fachadas externas e vãos acima de 1,5 m². Para entender as diferenças completas, veja preço do vidro por tipo e como economizar.

Peça um orçamento real de fachada de vidro

As faixas deste guia são pontos de partida, não preços finais. O custo real da sua fachada depende da metragem exata, do acesso ao prédio, do sistema escolhido pelo projeto e das especificações do vidro. Nenhuma dessas variáveis se confirma sem uma vistoria técnica presencial.

Somos uma empresa de engenharia de fachadas atuante no Rio de Janeiro desde 2017, com projetos em Duque de Caxias, Mesquita e toda a Baixada Fluminense. Trabalhamos com pele de vidro, fechamento de fachada de vidro, esquadrias de alumínio e sistemas híbridos de ACM com vidro.

O processo começa com uma vistoria no local, levantamento de medidas e definição do sistema adequado. A partir daí, elaboramos a proposta técnica com especificação de materiais, responsável técnico e cronograma.

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