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Instalação de Fachada Glazing: Passo a Passo e Dicas Importantes
Instalação de Fachada Glazing: Passo a Passo e Dicas Importantes

Instalação de Fachada Glazing: Passo a Passo e Dicas Importantes

A instalação de uma fachada glazing, popularmente conhecida como pele de vidro, representa o auge da modernidade e tecnologia na construção civil atual.

Esse sistema complexo permite que os perfis de alumínio fiquem ocultos atrás dos painéis de vidro, criando uma superfície externa contínua, limpa e espelhada. É a escolha preferida para edifícios comerciais imponentes e residências de alto padrão que buscam sofisticação estética aliada à eficiência energética.

Entender como instalar fachada de vidro temperado ou laminado nesse sistema exige um conhecimento técnico avançado e muita precisão.

Não se trata apenas de uma questão estética, mas sim de um desafio de engenharia que envolve cálculos de carga de vento e dilatação térmica. A fixação dos vidros depende de colagem química ou mecânica de alta performance, exigindo um controle de qualidade rigoroso em cada etapa do processo.

Neste guia completo, detalharemos o processo passo a passo, desde a escolha criteriosa dos materiais até a manutenção final necessária.

Abordaremos as diferenças cruciais entre os sistemas disponíveis, as normas de segurança vigentes e os erros fatais que podem comprometer a integridade da sua fachada. O objetivo é fornecer informações técnicas para garantir uma obra segura e durável.

O que é Fachada Glazing e suas Vantagens

A Fachada Glazing, também conhecida tecnicamente como Structural Glazing, é um sistema onde os vidros são colados em quadros de alumínio.

O grande diferencial é que essa estrutura metálica fica oculta pelo lado de fora, conferindo ao edifício um aspecto visual leve e tecnológico. Diferente do sistema cortina tradicional, onde o alumínio aparece, aqui o vidro é o protagonista absoluto da estética da edificação.

As vantagens desse sistema vão muito além do visual impactante que moderniza qualquer fachada urbana. O sistema oferece um excelente desempenho acústico e térmico, especialmente quando utilizado em conjunto com vidros de controle solar ou insulados.

Isso resulta em uma redução significativa do consumo de energia com ar-condicionado e melhora o conforto dos ocupantes, valorizando o imóvel no mercado.

Para entender melhor as diferenças entre os sistemas de fachada disponíveis no mercado, preparamos uma tabela comparativa detalhada. Ela destaca as características principais do sistema Glazing em relação a outros métodos tradicionais de fechamento com vidro, ajudando você a decidir qual é a melhor opção para o perfil do seu projeto e orçamento.

CaracterísticaFachada Glazing (Pele de Vidro)Sistema Stick (Tradicional)Fachada Spider (Aranha)
Visual ExternoVidro contínuo (alumínio oculto)Perfis de alumínio visíveis (moldura)Vidro pontuado por fixadores inox
Fixação do VidroColagem (Fita VHB ou Silicone)Encaixe mecânico com baguetesParafusos articulados (rótulas)
Tempo de InstalaçãoRápido (Painéis pré-montados)Médio (Montagem in loco)Lento (Ajuste fino de ferragens)
Custo RelativoMédio-AltoMédioAlto
ManutençãoBaixa (Limpeza e vedação)Média (Limpeza de perfis)Média (Aperto de ferragens)

Materiais Necessários para a Instalação de Fachada Glazing

A lista de materiais para a execução de uma fachada glazing é extensa e técnica, não admitindo improvisos ou substituições baratas. O componente principal é, obviamente, o vidro, que deve ser preferencialmente laminado ou de controle solar para garantir segurança e eficiência térmica. A estrutura de suporte é composta por perfis de alumínio específicos, como colunas e travessas, que suportam a carga de vento e o peso próprio dos painéis.

O elemento de fixação é o coração da segurança de todo o sistema e exige produtos de primeira linha. Utiliza-se a Fita VHB, uma fita dupla face estrutural de alta adesão, ou silicone estrutural bicomponente de cura rápida. Ambos os métodos exigem a aplicação prévia de primers e produtos de limpeza específicos, como o álcool isopropílico, para garantir a ancoragem química perfeita entre o vidro e o alumínio.

Além dos itens principais, são necessários diversos acessórios fundamentais como chumbadores de aço inox para fixar a estrutura na alvenaria. Borrachas de vedação do tipo EPDM são usadas para garantir a estanqueidade, e calços de borracha de alta densidade servem para apoiar o vidro dentro do quadro. Ferramentas de precisão, como níveis a laser e ventosas de alta capacidade, são obrigatórias para o manuseio seguro.

Passo a Passo da Instalação de Fachada Glazing

O processo inicia com a instalação precisa das colunas e travessas de alumínio na estrutura de concreto do prédio. Esta etapa, chamada de ancoragem, exige prumo e nível absolutamente perfeitos em todos os eixos. Qualquer desvio milimétrico na estrutura base resultará em painéis desalinhados posteriormente, o que compromete tanto a estética final quanto a capacidade de vedação do sistema contra a chuva.

A segunda etapa, que geralmente é realizada em fábrica ou em uma área limpa da obra, é a colagem do vidro nos quadros.

A superfície do alumínio e do vidro deve ser rigorosamente limpa, o primer aplicado e a fita estrutural ou silicone fixado. O vidro é então posicionado e pressionado uniformemente para garantir a adesão total, respeitando o tempo de cura do adesivo antes de qualquer movimentação da peça.

Por fim, os quadros de alumínio com os vidros já colados são içados e encaixados na estrutura principal da fachada. Eles são travados mecanicamente pelo lado interno, utilizando presilhas ou parafusos próprios do sistema. A instalação finaliza com a aplicação de silicone de vedação resistente a intempéries entre os painéis, criando uma barreira final que impede a entrada de água e vento no edifício.

Principais Cuidados Durante a Instalação

A limpeza é o fator mais crítico e frequentemente negligenciado na colagem estrutural dos vidros. A presença de qualquer poeira, óleo, gordura ou umidade nos perfis de alumínio impede a ação correta da fita VHB ou do silicone.

O ambiente de colagem deve ser controlado, livre de intempéries e da poeira comum de obra, garantindo a integridade química da fixação por décadas.

A segurança no trabalho em altura é outro ponto inegociável e que exige planejamento rigoroso. A instalação de fachadas exige o uso de balancins, plataformas elevatórias e equipamentos de proteção individual completos. A equipe deve ter treinamento específico, como a NR-35, e experiência comprovada no manuseio de grandes e pesadas chapas de vidro em grandes alturas e sob a ação do vento.

Também é vital respeitar rigorosamente o tempo de cura dos materiais adesivos utilizados. Se for usado silicone estrutural, os quadros não podem ser movimentados ou instalados até a cura completa do material. Se for usada fita VHB, a pressão inicial deve ser aplicada corretamente com roletes. Ignorar esses tempos técnicos pode causar o descolamento dos vidros logo após a instalação, gerando um risco fatal.

Manutenção da Fachada Glazing Após a Instalação

A manutenção preventiva é essencial para garantir a longevidade e a segurança contínua da fachada glazing. A limpeza dos vidros deve ser feita periodicamente com água e sabão neutro por empresas especializadas. Deve-se evitar o uso de produtos ácidos ou alcalinos fortes, que podem manchar o vidro ou atacar quimicamente o silicone de vedação externo, comprometendo a barreira contra água.

A inspeção visual das vedações deve ser realizada anualmente para identificar falhas precoces. O silicone de vedação entre os painéis, conhecido como weatherseal, pode ressecar ou retrair com o tempo e precisar de reparos pontuais. Essa manutenção simples evita infiltrações que podem danificar o interior do edifício, estragar forros de gesso e até corroer a estrutura de fixação oculta.

A cada cinco anos, recomenda-se uma inspeção técnica mais detalhada e profunda por um engenheiro ou consultor. É necessário verificar a integridade da colagem estrutural e o aperto dos parafusos de fixação que podem soltar com a vibração. Manter esse cronograma de verificação garante que a fachada permaneça segura, estanque e esteticamente impecável por toda a vida útil do edifício.

Erros Comuns na Instalação de Fachada Glazing e Como Evitá-los

Um erro clássico e perigoso é o dimensionamento incorreto das folgas de dilatação entre os painéis. O vidro e o alumínio se dilatam e contraem com as mudanças de temperatura ao longo do dia. Se não houver espaço suficiente calculado entre os painéis, o vidro pode sofrer estresse térmico e trincar espontaneamente, causando a queda de fragmentos.

Outro erro grave é a utilização de materiais incompatíveis quimicamente na obra. Usar um silicone de vedação comum acético no lugar do silicone neutro estrutural, ou aplicar fita VHB em superfícies pintadas com tintas não homologadas, leva à falha da adesão. É fundamental utilizar apenas sistemas testados e aprovados pelos fabricantes dos vidros e dos adesivos estruturais.

A falta de um sistema eficiente de drenagem nos perfis também é um problema frequente em instalações amadoras. A água que eventualmente penetra no sistema precisa ter um caminho claro para sair para o exterior. Se os drenos dos perfis de alumínio estiverem obstruídos ou mal projetados, a água acumulará dentro da estrutura, gerando infiltrações severas para o interior.

Como fixar um blindex?

O termo Blindex refere-se popularmente ao vidro temperado, que exige métodos específicos de fixação devido à sua natureza. Para fixá-lo em vãos convencionais, utilizam-se perfis de alumínio em formato de U ou ferragens pontuais. O vidro temperado possui resistência mecânica elevada, permitindo a fixação através de furos e recortes que devem ser feitos na fábrica antes do processo de têmpera.

A fixação deve ser feita sempre com o uso cuidadoso de calços e borrachas de proteção. O vidro nunca deve tocar diretamente no metal da ferragem ou na alvenaria do vão, pois a vibração ou dilatação causará a quebra imediata. O aperto das ferragens deve ser firme para segurar a peça, mas controlado com torquímetro para não criar tensão excessiva no ponto de fixação.

Em fachadas mais sofisticadas, o vidro temperado pode ser usado com o sistema spider ou aranha. Nesse método, parafusos articulados de aço inox prendem o vidro pelos furos nos quatro cantos, afastando-o da estrutura. É um sistema elegante que exige vidro temperado e laminado simultaneamente para garantir a segurança dos usuários em caso de quebra acidental de uma das peças.

O que é um vidro blindex?

O vidro Blindex é, tecnicamente, uma marca que se tornou sinônimo de vidro de segurança temperado. Ele é produzido a partir do vidro comum que passa por um tratamento térmico rigoroso chamado têmpera. Nesse processo, o vidro é aquecido a cerca de 600°C e resfriado muito rapidamente, o que cria tensões internas que o tornam até cinco vezes mais resistente a impactos frontais do que um vidro comum.

Sua principal característica de segurança é o padrão de fragmentação em caso de quebra. Quando danificado, ele não forma grandes lâminas cortantes como o vidro comum, mas se fragmenta em pequenos pedaços arredondados e pouco cortantes. Isso minimiza drasticamente o risco de ferimentos graves e profundos em caso de acidentes, sendo por isso obrigatório em boxes e portas.

Para uso em fachadas e coberturas altas, no entanto, o vidro temperado sozinho não é suficiente segundo as normas. A norma exige o uso de vidro laminado ou temperado-laminado nessas situações. Isso porque, se o vidro temperado quebrar em uma fachada alta, os pequenos caquinhos cairiam lá de cima como uma chuva de pedras, enquanto o laminado mantém os cacos presos na película.

Instalar o vidro: 8 erros fatais que você não pode cometer

A instalação de vidros em fachadas é uma atividade de alto risco que não permite amadorismo ou improvisação. Pequenos descuidos durante o processo podem resultar em acidentes fatais, prejuízos financeiros enormes e problemas jurídicos para o responsável. Identificamos os oito erros mais críticos e comuns que devem ser evitados a todo custo para garantir uma obra segura.

Entender esses erros é fundamental para fiscalizar a obra ou executar o serviço com excelência. Muitos problemas surgem não por falta de material de qualidade, mas por falhas na execução e no planejamento. A seguir, detalhamos cada um desses pontos de atenção para que você possa blindar seu projeto contra falhas que poderiam custar muito caro no futuro.

A prevenção é sempre o melhor caminho na engenharia de fachadas. Corrigir uma fachada envidraçada depois de instalada é extremamente difícil, perigoso e oneroso. Por isso, a atenção aos detalhes listados abaixo deve ser redobrada desde a fase de projeto até a entrega final da obra ao cliente, garantindo a satisfação e a segurança de todos.

Erro 1 – Contar com profissionais não qualificados

Contratar mão de obra barata e sem experiência específica em fachadas é o erro número um e o mais perigoso. A instalação exige leitura técnica de projeto, conhecimento profundo de normas e habilidade com materiais químicos complexos. Profissionais não qualificados desconhecem os procedimentos vitais de segurança e colagem estrutural.

A economia feita na contratação de equipes inexperientes geralmente se transforma em prejuízo triplicado no futuro. Erros de alinhamento, vedação e fixação podem não aparecer no primeiro dia, mas surgirão com a primeira tempestade. Também, o risco de acidentes de trabalho é muito maior com equipes que não estão habituadas aos rigores da altura.

É essencial exigir certificações, treinamentos em dia e referências de obras anteriores da equipe. Um instalador qualificado sabe identificar problemas no projeto antes de começar e tem a técnica necessária para manusear vidros pesados sem danificá-los. O investimento em mão de obra qualificada é, na verdade, um seguro para a sua obra.

Erro 2 – Não se atentar as especificações do projeto

O projeto de fachada define a espessura do vidro, o tipo de perfil e os pontos de fixação com base em cálculos precisos. Esses cálculos levam em conta a carga de vento da região, a altura do prédio e o uso do edifício. Ignorar essas especificações é um convite ao desastre estrutural.

Alterar qualquer especificação por conta própria ou "achismo" para economizar coloca toda a estrutura em risco. Substituir um vidro de 10mm por um de 8mm, ou mudar a liga do alumínio, pode fazer com que a fachada não suporte uma ventania forte. O colapso da estrutura sob tempestades é uma consequência real dessa negligência.

O projeto deve ser seguido à risca, e qualquer alteração necessária deve ser aprovada pelo engenheiro responsável. As especificações existem para garantir que a fachada suporte as piores condições climáticas previstas para o local. Respeitar o projeto é respeitar a física e a segurança das pessoas que circulam perto do prédio.

Erro 3 – Falta de cuidado na movimentação e transporte do vidro

O vidro é um material resistente em sua face, mas suas bordas são extremamente frágeis. Bater a quina do vidro durante o transporte, armazenamento ou içamento pode causar microfissuras invisíveis a olho nu. Essas pequenas lesões podem levar à quebra espontânea do vidro dias ou até meses depois da instalação.

O uso de equipamentos adequados é obrigatório para evitar esses danos durante a obra. Ventosas de alta capacidade, cavaletes com proteção de borracha e cantoneiras nas bordas dos vidros são essenciais. A equipe deve ser treinada para nunca apoiar o vidro diretamente no chão ou em superfícies duras sem proteção.

Além do risco de quebra, o manuseio incorreto pode causar riscos na superfície do vidro ou danos à camada refletiva. Um vidro riscado ou lascado não deve ser instalado, pois sua resistência mecânica já está comprometida. O descarte de peças danificadas no transporte deve ser previsto para não instalar material defeituoso.

Erro 4 – Não analisar a necessidade de produtos especiais

Cada obra tem suas particularidades climáticas e geográficas que exigem materiais específicos. Ignorar a necessidade de silicones especiais para climas muito úmidos, ou perfis reforçados para andares muito altos, é um erro grave de planejamento. A escolha genérica de materiais pode levar à falha prematura de todo o sistema de fachada.

A localização do edifício influencia diretamente na especificação dos componentes químicos e metálicos. Prédios à beira-mar exigem tratamento superficial do alumínio e parafusos de inox de liga superior. Prédios em áreas industriais precisam de selantes resistentes a poluentes químicos. Não considerar o ambiente é diminuir a vida útil da fachada.

A análise técnica prévia deve identificar todos os agentes agressivos aos quais a fachada será exposta. Isso inclui radiação UV intensa, chuva ácida, maresia ou ventos com areia. Selecionar produtos especiais para resistir a essas condições não é um luxo, mas uma necessidade técnica para garantir a durabilidade e a estética da obra.

Problemas com perfis

Usar perfis de alumínio com liga incorreta ou espessura de parede inadequada resulta em flambagem da estrutura. Isso significa que o alumínio pode entortar sob a pressão do vento, transferindo toda a carga para o vidro. Como o vidro não é flexível, isso causa trincas imediatas e descolamento dos painéis.

A estrutura deve ser dimensionada por um engenheiro calculista que considere todas as cargas atuantes. Economizar no peso do alumínio é uma economia perigosa que compromete a estabilidade global. Perfis subdimensionados também podem gerar ruídos de vibração com o vento, incomodando os ocupantes do prédio permanentemente.

Além da resistência mecânica, o acabamento dos perfis também é crucial para a colagem. Perfis com pintura inadequada podem soltar a tinta quando tracionados pela fita VHB, causando a queda do vidro. É vital garantir que a pintura ou anodização do perfil seja compatível com o sistema de colagem estrutural escolhido.

Problemas com bolor

O uso de silicone de vedação de baixa qualidade ou sem fungicida em áreas úmidas pode levar à formação de bolor. Manchas escuras e fungos nas juntas de silicone degradam a estética da fachada rapidamente. Esse problema é muito comum em fachadas sombreadas ou em regiões com alta pluviosidade e umidade relativa do ar.

O bolor não afeta apenas a aparência, mas pode indicar a degradação do próprio selante. Uma vez instalado, o fungo é muito difícil de remover, pois penetra na massa do silicone.

A limpeza superficial muitas vezes não resolve, exigindo a remoção e reaplicação de todo o vedante, um processo caro e trabalhoso em altura.

Para evitar isso, deve-se especificar silicones de cura neutra com biocidas de alta qualidade em sua fórmula. Produtos de linhas profissionais para fachadas já contemplem essa proteção. A economia na compra de um silicone mais barato pode resultar em uma fachada com aspecto sujo e envelhecido em poucos meses após a entrega.

Problemas com vazamentos

A falta de testes de estanqueidade rigorosos durante a instalação é um erro muito comum. Descobrir vazamentos apenas quando chove forte e o prédio já está ocupado gera transtornos imensos. A água pode danificar pisos, móveis, equipamentos eletrônicos e causar mofo nas paredes internas, gerando prejuízos aos usuários.

A vedação deve ser contínua, sem falhas e testada progressivamente à medida que a fachada sobe. O teste com mangueira de água sob pressão é uma prática recomendada para validar a qualidade da aplicação do silicone. Identificar um ponto de infiltração em uma fachada pronta é como procurar uma agulha no palheiro.

Além da vedação entre vidros, a interface da fachada com a alvenaria é um ponto crítico. Rufos e contra-rufos devem ser bem projetados e instalados para garantir que a água não entre por trás da estrutura de alumínio. Um projeto de vedação bem detalhado é a única garantia de um edifício estanque e saudável.

Erro 5 – Utilização de calços de má qualidade

Os calços de apoio são pequenas peças de borracha que sustentam todo o peso do vidro dentro do perfil. Usar materiais que ressecam, esfarelam ou se deformam com o tempo faz o vidro descer dentro do quadro. Quando isso acontece, o vidro toca diretamente no alumínio ou no parafuso de fixação.

Esse contato vidro-metal é fatal, pois qualquer vibração ou dilatação causará a quebra da peça. Os calços devem ser de EPDM ou silicone com dureza Shore adequada para suportar o peso sem deformar. Eles garantem que o vidro fique "flutuando" dentro da estrutura, isolado de choques mecânicos diretos.

Além do material, a posição dos calços é fundamental e deve seguir a norma técnica. Calços mal posicionados podem gerar tensões incorretas no vidro, levando à quebra. Ignorar a importância dessas pequenas peças é um erro que compromete a segurança de painéis de vidro que pesam centenas de quilos.

Erro 6 – Não se atentar as folgas

O vidro e o alumínio são materiais que precisam "respirar" e se movimentar com o calor. Instalar o vidro muito justo no caixilho, sem as folgas de dilatação recomendadas pela norma, resultará em quebra térmica nos dias quentes. O vidro se expande, encontra a barreira rígida do perfil e estoura.

As folgas laterais e superiores são vitais para a integridade do sistema a longo prazo. Elas também servem para absorver pequenas movimentações da estrutura do prédio sem transferir carga para o vidro. Um projeto detalhado deve especificar o tamanho exato dessas folgas para cada tamanho de painel.

Durante a instalação, é comum que os instaladores tentem ajustar o vidro "na marra" se a estrutura estiver fora de esquadro. Isso elimina as folgas de segurança. A fiscalização deve garantir que o vidro esteja centralizado no vão, mantendo o espaçamento livre em todo o seu perímetro conforme o projeto.

Erro 7 – Não vedar adequadamente

A vedação perimetral externa é a primeira e mais importante barreira contra a entrada de água. Falhas na aplicação do silicone, como deixar pequenos "poros", bolhas de ar ou não limpar a área antes de vedar, comprometem a estanqueidade total. A água é persistente e encontrará qualquer caminho mínimo para entrar.

A água que entra pela falha na vedação pode ficar presa dentro da estrutura. Com o tempo, ela pode corroer fixações ocultas, parafusos e ancoragens, comprometendo a segurança estrutural sem que ninguém veja. Além disso, pode manchar forros internos e gerar mofo em paredes de gesso acartonado próximas à fachada.

A aplicação do selante deve ser feita com técnica apurada, garantindo o preenchimento total da junta e o acabamento liso para não acumular sujeira. O uso de fundo de junta (tarucel) é obrigatório para garantir que o silicone trabalhe apenas na tração e compressão, sem aderir ao fundo do perfil, o que causaria seu rompimento.

Erro 8 – Fazer limpeza do produto de maneira errada

Entregar a obra com os vidros sujos de cimento, tinta ou cola é comum, mas a limpeza final é crítica. Tentar limpar esses resíduos com espátulas metálicas, palha de aço ou produtos abrasivos risca o vidro irreversivelmente. O dano estético é permanente e muitas vezes só é visto contra a luz do sol.

A proteção dos vidros durante a obra é a melhor prevenção. Cobrir os vidros instalados evita que respingos de reboco ou solda atinjam a superfície. Se a sujeira ocorrer, deve-se usar técnicas de limpeza específicas e produtos químicos adequados que amoleçam a sujeira sem precisar de raspagem mecânica agressiva.

Muitas fachadas são entregues riscadas devido à limpeza final feita por equipes de limpeza geral sem treinamento em vidros. É recomendável que a própria empresa instaladora faça ou supervisione a limpeza final e a retirada das proteções. Isso garante que a fachada seja entregue ao cliente brilhando e sem danos superficiais.

Conclusão

Saber como instalar fachada de vidro temperado e sistemas glazing exige um rigor técnico absoluto, respeito irrestrito às normas e o uso de materiais de primeira linha. Não é uma área da construção civil que permite improvisos ou economias duvidosas. A segurança dos usuários e a durabilidade do investimento dependem diretamente da precisão de cada etapa executada.

Ao evitar os oito erros fatais citados e seguir o passo a passo correto de ancoragem, colagem e vedação, você garante uma fachada imponente e segura.

O conhecimento técnico protege o seu patrimônio e a vida das pessoas. Seja para um grande projeto corporativo ou uma residência, a engenharia de fachadas deve ser tratada com a seriedade que merece.

Lembre-se sempre que a contratação de empresas especializadas e o uso de vidros laminados são a chave para o sucesso. Uma fachada bem instalada não dá manutenção corretiva, apenas preventiva. Invista em qualidade no início para ter tranquilidade e beleza por décadas, valorizando seu imóvel e garantindo o conforto de todos.

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