A fachada stick, também conhecida como sistema grid ou convencional, é o método mais tradicional de execução de fachadas de vidro e alumínio em edifícios comerciais e residenciais. Neste sistema, a montagem da estrutura e a fixação dos painéis de vidro são realizadas peça por peça diretamente no canteiro de obras, seguindo uma sequência lógica de instalação vertical e horizontal.
Diferente de sistemas industrializados que chegam prontos à obra, a fachada stick exige que os perfis de alumínio (colunas e travessas) sejam cortados, usinados e montados na estrutura do prédio pelos instaladores. O vidro é instalado posteriormente, encaixado nos quadros formados ou colado sobre eles, dependendo se o visual desejado é com perfis aparentes ou pele de vidro glazing.
Este sistema é amplamente utilizado no Brasil devido à sua flexibilidade logística e facilidade de adaptação a diferentes geometrias de arquitetura.
Ele permite ajustes finos in loco para absorver as imperfeições da estrutura de concreto civil, garantindo um alinhamento final perfeito da fachada, algo essencial para a estética e estanqueidade do edifício.
Para que servem as Fachadas Stick?
A função primária das fachadas stick é criar a envoltória do edifício, atuando como uma pele protetora que separa o ambiente interno do externo. Elas devem resistir a todas as cargas de vento, chuva e variações térmicas, garantindo que o interior do prédio permaneça seguro, seco e confortável para os ocupantes, independentemente do clima lá fora.
Além da proteção física, elas servem como o principal elemento estético e de identidade visual de empreendimentos modernos. A possibilidade de usar grandes panos de vidro permite a entrada abundante de luz natural, conectando visualmente os usuários com o entorno urbano. Isso valoriza o imóvel e melhora a qualidade de vida no ambiente de trabalho ou moradia.
Estruturalmente, elas servem para vencer os vãos entre as lajes sem adicionar peso excessivo à fundação do prédio, já que o alumínio e o vidro são materiais relativamente leves. O sistema é autoportante, ou seja, suporta seu próprio peso e transfere as cargas de vento para a estrutura de concreto através de ancoragens calculadas por engenheiros.
O que são Sistemas Stick?
Os sistemas stick são caracterizados pela sua montagem sequencial em obra, formando uma grelha ou grade de alumínio. Primeiro, instalam-se as ancoragens (brackets) na face da laje, que servirão de suporte para todo o sistema. Em seguida, as colunas verticais são fixadas nessas ancoragens, definindo o prumo e o plano da fachada.
Após as colunas, são instaladas as travessas horizontais, conectando as colunas e formando os quadros onde os vidros serão alojados. As conexões entre colunas e travessas são projetadas para permitir a dilatação térmica do alumínio e a movimentação da estrutura do prédio, evitando tensões que poderiam quebrar os vidros ou deformar os perfis.
Por fim, os vidros ou painéis opacos são instalados nesses quadros. A fixação pode ser feita mecanicamente com pressões e tampas (sistema encapsulado) ou quimicamente com silicone estrutural ou fita VHB (sistema glazing). Toda a vedação é realizada no local, exigindo mão de obra qualificada para garantir que não haja infiltrações futuras.
Benefícios
Um dos maiores benefícios da fachada stick é o custo inicial de material e transporte, que costuma ser inferior ao de sistemas unitizados. Como os perfis são enviados em barras soltas, o volume de transporte é otimizado, reduzindo custos logísticos, especialmente para obras em regiões distantes das fábricas de esquadrias.
A flexibilidade para ajustes no canteiro de obras é outra grande vantagem competitiva. Como a montagem é feita peça por peça, é possível corrigir pequenas variações de prumo e nível da estrutura de concreto durante a instalação das ancoragens e colunas. Isso facilita o trabalho em obras onde a estrutura civil não tem precisão milimétrica.
Além disso, o sistema stick permite a criação de fachadas com geometrias complexas, como planos inclinados, facetados ou curvos. A versatilidade dos perfis e conexões permite que o arquiteto explore formas ousadas sem as limitações de modulação rígida que outros sistemas industrializados poderiam impor ao projeto arquitetônico.
Pontos a considerar sobre essas fachadas
O tempo de instalação na obra é consideravelmente maior do que em sistemas pré-fabricados. Como cada componente é montado manualmente em altura, o cronograma da fachada depende diretamente da produtividade da equipe de instalação e da disponibilidade de frentes de trabalho. Isso exige um planejamento de obra muito bem detalhado.
A dependência das condições climáticas é um fator crítico para o sucesso da instalação. A aplicação de selantes de vedação e a colagem de vidros com silicone estrutural não podem ser feitas em dias de chuva ou com alta umidade. Períodos chuvosos prolongados podem atrasar significativamente o fechamento do prédio.
A necessidade de acesso externo, através de balancins, andaimes ou plataformas elevatórias, é obrigatória durante todo o processo. Isso implica em custos com aluguel de equipamentos e gestão rigorosa de segurança do trabalho em altura. A logística de movimentação vertical dos materiais também deve ser prevista para não gargalar a montagem.
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Entendemos que cada obra é única e exige soluções personalizadas para garantir desempenho e estética. Não oferecemos apenas a instalação, mas uma consultoria completa que visa otimizar custos sem comprometer a segurança ou a durabilidade. Trabalhamos com os principais sistemistas de alumínio e processadores de vidro do país.
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Características da fachada stick
A característica visual mais marcante da fachada stick pode variar conforme o desejo do arquiteto. No sistema tradicional com capas, vêem-se linhas de alumínio horizontais e verticais marcando a modulação. No sistema glazing (pele de vidro), a estrutura de alumínio fica oculta atrás do vidro, criando uma superfície lisa e contínua que reflete o céu.
Tecnicamente, o sistema é caracterizado pela presença de juntas de dilatação em cada pavimento. As colunas não são contínuas de baixo acima; elas possuem luvas telescópicas nas emendas para absorver a movimentação térmica e estrutural. Isso é vital para evitar que a fachada trinque ou se deforme com o calor do sol.
Para ajudar a entender as diferenças entre os sistemas de fachada disponíveis, preparamos uma tabela comparativa. Ela destaca as características do sistema Stick em relação a outros métodos, focando na instalação e estética, para que você possa tomar a melhor decisão para sua obra.
| Característica | Fachada Stick (Grid) | Fachada Unitizada | Fachada Spider (Aranha) |
|---|---|---|---|
| Processo de Montagem | Peça por peça no canteiro de obra | Módulos prontos vindos de fábrica | Vidros fixados por parafusos inox |
| Velocidade de Obra | Média/Lenta (Depende do clima) | Muito Rápida (Industrializada) | Lenta (Ajuste fino de ferragens) |
| Vedação (Água/Ar) | Feita in loco (Risco de falha humana) | Garantida em fábrica (Câmaras) | Depende do silicone entre vidros |
| Flexibilidade de Ajuste | Alta (Absorve erros civis) | Baixa (Exige estrutura precisa) | Média (Rótulas permitem ajuste) |
| Custo Inicial | Médio (Menor custo de transporte) | Alto (Logística complexa) | Muito Alto (Ferragens especiais) |
Vantagens da fachada stick
A adaptabilidade é uma das maiores vantagens da fachada stick, permitindo resolver encontros complexos com a alvenaria. Em obras onde a estrutura de concreto apresenta grandes desvios ou formas irregulares, o sistema stick permite que o instalador corte e ajuste os perfis na medida exata necessária, garantindo o fechamento correto.
O menor volume de transporte é uma vantagem logística e financeira importante. Um caminhão pode carregar perfis de alumínio para centenas de metros quadrados de fachada stick, enquanto no sistema unitizado, o volume de ar transportado nos painéis prontos exige muito mais viagens. Isso reduz o frete e a pegada de carbono do transporte.
A facilidade de encontrar mão de obra e materiais de reposição também é um ponto positivo. Por ser o sistema mais difundido no mercado brasileiro, existe uma grande disponibilidade de profissionais capacitados e fornecedores de componentes. Isso facilita a manutenção futura e eventuais reparos que sejam necessários ao longo da vida do edifício.
Aplicações da fachada stick
As fachadas stick são ideais para edifícios de pequeno e médio porte, onde o investimento em sistemas unitizados não se justifica pela escala. Elas são amplamente utilizadas em sedes corporativas, hotéis, hospitais e edifícios residenciais de alto padrão que buscam a estética da pele de vidro com um custo controlado.
Em projetos de retrofit (renovação de fachadas antigas), o sistema stick é frequentemente a única opção viável. Como os prédios antigos muitas vezes não possuem gruas ou espaço para içamento de grandes módulos, a possibilidade de subir com perfis leves pelo elevador ou balancim torna o stick a solução técnica perfeita.
Também são aplicadas em áreas específicas de grandes edifícios, como o embasamento, o térreo ou a cobertura. Nessas áreas, onde o pé-direito costuma ser diferente dos andares tipo ou a geometria é diferenciada, a flexibilidade do stick resolve os detalhes construtivos com mais eficiência do que módulos padronizados.
Materiais utilizados na fachada stick
O alumínio é o material base da estrutura, utilizado em ligas especiais que garantem resistência mecânica e durabilidade contra corrosão. Os perfis podem receber acabamento anodizado ou pintura eletrostática em diversas cores, sendo o preto, o branco e o cinza os mais comuns para combinar com a arquitetura contemporânea.
O vidro é o componente de maior destaque e deve ser especificado com rigor. Utilizam-se vidros laminados ou de controle solar (refletivos) para garantir segurança e eficiência energética. O vidro deve suportar a pressão do vento e filtrar o calor do sol, contribuindo para o conforto térmico interno e a redução do consumo de ar-condicionado.
Os componentes de vedação e fixação incluem silicones estruturais e de vedação climática, fitas VHB, borrachas de EPDM e parafusos de aço inoxidável. A qualidade desses pequenos itens é o que garante que a fachada não terá vazamentos e que os vidros não se soltarão com o tempo, sendo proibido economizar nessa etapa.
Processo de instalação da fachada stick
O processo começa com a topografia da fachada, onde se marcam os eixos e níveis de referência. Em seguida, são instalados os chumbadores ou inserts na estrutura de concreto. A precisão nesta etapa é fundamental, pois ela determinará o alinhamento de toda a pele de vidro que virá a seguir.
A montagem da estrutura de alumínio segue a ordem: colunas verticais primeiro, seguidas pelas travessas horizontais. As colunas são fixadas nos chumbadores e niveladas. As travessas são parafusadas nas colunas, formando a grade. É essencial respeitar as folgas de dilatação especificadas em projeto entre as barras de alumínio.
A última etapa é a instalação dos vidros e a vedação. Os vidros são levados até o local, apoiados em calços de borracha nas travessas e fixados. Em seguida, aplica-se o silicone de vedação (weatherseal) em todas as juntas externas e no perímetro, garantindo a estanqueidade total do sistema contra a chuva e o vento.
Desempenho térmico e acústico da fachada stick
O desempenho térmico da fachada stick depende diretamente da especificação do vidro. O uso de vidros de controle solar de alto desempenho (Low-e) ou vidros insulados (duplos) é essencial para bloquear a entrada de calor. Isso evita o efeito estufa e reduz drasticamente a carga térmica, economizando energia elétrica.
Acusticamente, o sistema stick pode oferecer excelente isolamento se bem vedado. A utilização de vidros laminados com PVB acústico e a garantia de que todas as frestas entre alumínio e vidro estejam seladas com EPDM e silicone criam uma barreira eficiente contra o ruído urbano, proporcionando silêncio no interior.
A estanqueidade ao ar é um fator que influencia tanto a acústica quanto a térmica. Um sistema stick bem executado, com vedações contínuas nos cantos e encontros, impede a infiltração de ar que traria ruído e calor para dentro. Testes de estanqueidade podem ser realizados para validar a qualidade da instalação.
Normas e regulamentações para fachadas stick
A principal norma brasileira que rege as fachadas é a ABNT NBR 10821, que trata das esquadrias externas. Ela define os requisitos de desempenho quanto à permeabilidade ao ar, estanqueidade à água e resistência às cargas de vento. Todo projeto de fachada stick deve ser calculado para atender a essas exigências conforme a região do país.
A norma ABNT NBR 7199 é específica para o uso de vidros na construção civil. Ela determina que em fachadas, acima do térreo, o vidro deve ser laminado ou aramado (vidros de segurança), ou temperado com película de segurança, para evitar a queda de fragmentos em caso de quebra, protegendo os pedestres.
O cumprimento dessas normas não é opcional, é uma obrigação legal do construtor e do projetista. A responsabilidade técnica sobre a fachada exige que sejam feitos cálculos estruturais e que os materiais utilizados tenham certificação de qualidade. Ignorar as normas coloca em risco a segurança e a durabilidade da edificação.
Futuro das fachadas stick
O futuro das fachadas stick aponta para a integração de tecnologias sustentáveis e inteligentes. Perfis de alumínio com ruptura térmica (thermal break) estão se tornando padrão para melhorar o isolamento. Além disso, a incorporação de vidros fotovoltaicos que geram energia na própria fachada é uma tendência crescente.
A digitalização do processo construtivo, com o uso de BIM (Building Information Modeling), permite projetar fachadas stick com precisão absoluta, reduzindo erros e desperdícios na obra. A pré-fabricação de componentes menores e kits de montagem também visa acelerar a instalação, aproximando o stick da eficiência do unitizado.
Novos materiais, como compósitos de fibra de vidro ou carbono, podem começar a substituir o alumínio em algumas aplicações para reduzir peso e melhorar o isolamento térmico. A fachada stick continuará evoluindo para ser mais leve, mais rápida de montar e ecologicamente correta, mantendo sua relevância no mercado.
Sistema de envidraçamento glazing – pele de vidro stick – GRT
O sistema de envidraçamento conhecido como GRT (Glazing Rubber Tape) ou fita VHB é uma revolução na fixação de vidros em fachadas stick. Ele substitui o silicone estrutural líquido em muitas aplicações, permitindo uma colagem imediata e mais limpa. A fita de alta adesão une o vidro ao perfil de alumínio de forma permanente.
A utilização da fita estrutural agiliza o processo de instalação, pois não requer tempo de cura longo como o silicone. Além disso, garante uma espessura uniforme da linha de colagem, o que é esteticamente agradável e tecnicamente seguro. É fundamental que a superfície do alumínio seja preparada com primers específicos antes da aplicação da fita.
Para comparar as opções de fixação e vedação disponíveis para o sistema stick glazing, criamos uma tabela detalhada. Ela ajuda a entender as diferenças entre o uso de silicone estrutural, fita VHB e gaxetas, facilitando a escolha do método ideal para o seu projeto.
| Método de Fixação | Tempo de Cura/Adesão | Limpeza na Aplicação | Custo de Material | Resistência Mecânica |
|---|---|---|---|---|
| Silicone Estrutural | Lento (Dias para cura total) | Baixa (Risco de sujeira) | Médio | Altíssima (Após cura) |
| Fita VHB (GRT) | Imediato (Adesão instantânea) | Alta (Aplicação seca) | Alto | Altíssima (Elástica) |
| Gaxeta EPDM (Mecânica) | Imediato (Encaixe) | Alta (Sem químicos) | Baixo | Média (Pressão mecânica) |
Sistema de envidraçamento glazing – Pele de Vidro Unitizado – GRT
Embora nosso foco seja a fachada stick, é importante mencionar o sistema unitizado para comparação. No unitizado, a colagem do vidro (seja com silicone ou fita GRT) é feita inteiramente na fábrica, em ambiente controlado e limpo. Os módulos chegam à obra prontos, com vidro e alumínio já unidos.
A principal diferença é que no stick a colagem ou fixação acontece nas alturas, sujeito ao vento e poeira, enquanto no unitizado a qualidade da colagem é garantida pelo processo industrial. No entanto, o sistema stick permite o uso da fita GRT in loco com sucesso, desde que seguidos rigorosos protocolos de limpeza e primer.
A escolha entre stick e unitizado muitas vezes recai sobre o cronograma e a logística. Se o prazo é curto e há espaço para içamento, o unitizado vence. Se o orçamento é mais restrito ou a obra tem geometria complexa e acesso difícil, o sistema stick com envidraçamento local continua sendo a solução técnica mais adequada e econômica.
Conclusão
Saber como fazer fachada stick envolve dominar uma série de processos que vão desde a topografia inicial até a vedação final dos vidros. É um sistema que, apesar de tradicional, exige alta tecnologia em materiais e mão de obra especializada para garantir o desempenho esperado em termos de estanqueidade e segurança.
A fachada stick oferece o equilíbrio ideal entre custo, flexibilidade e estética para a grande maioria dos edifícios brasileiros. Com a escolha correta de vidros de controle solar e perfis de alumínio de qualidade, é possível criar envoltórias de alto desempenho energético e visual impactante, valorizando o patrimônio.
Para garantir o sucesso da sua obra, a contratação de empresas experientes e o cumprimento rigoroso das normas técnicas são indispensáveis. Uma fachada stick bem projetada e executada é um investimento duradouro que define a identidade do edifício e garante o conforto de seus usuários por décadas.
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